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25 fevereiro 2015 | By: Imprima 3D | 0 Comentario

Nova fronteira rompida: O ESPAÇO

A Corporação de Tecnologia e Ciência Espacial da China desenvolve equipamento que pode ajudar astronautas durante missões espaciais

A tecnologia de impressão em 3D não se expande apenas na indústria e na manufatura. Ela está chegando ao espaço. É o que promete o projeto da Corporação de Tecnologia e Ciência Espacial da China, que desenvolve uma impressora 3D para missões espaciais capaz de fabricar em plena órbita, por exemplo, suportes de lentes ópticas normalmente usados em equipamentos essenciais da nave.

Além disso, essa mesma impressora – a primeira do tipo no país – terá a capacidade de fabricar, no futuro, componentes complexos usados em equipamentos de testes de usinas nucleares, peças de turbinas para aviação ou acessórios mecânicos para automóveis. E seus desenvolvedores também experimentam novos materiais como aço inoxidável, ligas de titânio e superligas de níquel para a fabricação dessas peças.

Mas o seu uso no programa espacial chinês está sendo considerado um progresso dessa tecnologia, pelas novas possibilidades abertas. Sediada em Xangai, a agência chinesa desenvolveu um protótipo de impressora que utiliza lasers de dióxido de carbono de ondas curtas e longas, capaz de produzir objetos menores que 250 milímetros. Atualmente ainda em fases de testes, a impressora não tem prazo para subir ao espaço, pois são necessárias várias etapas para certificar sua eficiência.

Embora a NASA já tenha instalado na Estação Espacial Internacional um equipamento de impressão 3D de modelagem por fusão e deposição (FDM na sigla em inglês), a agência chinesa afirma que sua impressora tem como diferencial o fato de ser capaz de produzir minúsculas peças de metal pelo método de fusão seletiva a laser (SLM na sigla em inglês), numa média de 8 centímetros quadrados por hora. Até agora, esse método só tem sido empregado na fabricação de peças maiores e mais simples para indústrias automotiva e aeroespacial.

Entidade estatal fundada em 1956, a Corporação de Tecnologia e Ciência Espacial da China mantém oito grandes centros de pesquisa e desenvolvimento espalhados pelo país, empregando mais de 120 mil pessoas e trabalhando em áreas que vão da tecnologia de propulsão de foguetes à aviação.

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